No coração da floresta, onde se juntam o Rio Negro e o Solimões, o pulsar da mata impõe o ritmo da vida. Perfumes silvestres, cores vibrantes, sabores nativos. Manaus, porta de entrada para um mundo de aventura, que vai igarapés afora rumo a formas e sensações mágicas. Rica Manaus, onde o luxo do Teatro Amazonas, a sofisticação da Alfândega e o exotismo do Mercado Municipal curvam-se à pompa da natureza.

Terminado o Ciclo da Borracha, que fez da Manaus do início da República uma cidade opulenta, o que impulsiona a capital amazonense nos tempos modernos é sua situação de zona franca, decisiva para a implantação do Polo Industrial de Manaus e o aquecimento da economia. No Século XXI, entretanto, os valores são outros. Já não se investe tanto em obras arquitetônicas como sinais de grandeza e poder. Assim, Manaus preserva seus edifícios históricos, verdadeiras obras de arte, com muito carinho.

Ao lado de seu acervo arquitetônico, Manaus detém belezas naturais extraordinárias. Engastada no seio da Amazônia, é o paraíso de estudiosos e amantes da natureza. Flora e fauna absolutamente fantásticas, jeitos de viver muito diferentes daquilo que se costuma encontrar, soluções criativas num ambiente difícil, embora extremamente farto. Árvores gigantescas, madeiras raras, orquídeas preciosas, ervas medicinais disputadas pelo mundo todo. E palafitas. Humildes palafitas a abrigar um povo gentil.

ARREDORES 

O Arquipélago de Anavilhanas, um dos maiores arquipélagos fluviais do mundo, localiza-se no Rio Negro, entre os municípios de Iranduba, Manaus e Novo Airão. O maravilhoso conjunto de 400 ilhas cobertas de floresta virgem abriga o Parque Nacional de Anavilhanas, unidade brasileira de conservação e proteção da natureza sob a administração do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio.

Vegetação exuberante e fauna diversificada próprias de ecossistemas fluviais e lacustres equatoriais convivem com comunidades ribeirinhas que recebem da floresta tudo o que precisam para viver perfeitamente bem. Um passeio de barco por esses lados dá uma nova dimensão à ideia de felicidade e bem-estar. Agências de turismo sustentável, como a AOKA (www.aoka.com.br), montam roteiros especiais para grupos restritos e permitem que o visitante conheça a Amazônia como ela realmente é. Crocodilos de olhinhos vermelhos que, à noite, patrulham as margens do rio, botos cor-de-rosa que acompanham a embarcação, arraias e cobras corais que dançam nas águas sua mais bonita coreografia. Por que não um tambaqui fresco servido em folha de bananeira? E, com sorte, a doçura do sorriso de um curumim?

THEATRO AMAZONAS 

No final do século XIX, a riqueza gerada pelo comércio da borracha colocava Manaus entre as cidades mais ricas do mundo. Nesse cenário, os abastados seringalistas e a elite cultural tentavam equiparar a sociedade manauense à dos grandes centros europeus. De móveis e objetos de decoração até alimentos e bebidas, o comércio transbordava de produtos importados. Sendo assim, por que não ter o privilégio de receber companhias de ópera?

Foi com esse espírito que, em 1881, ganhou força o projeto de se construir um grande teatro em Manaus e, três anos depois, começaram as obras. Arquitetos, construtores, pintores e escultores foram trazidos da Europa, uma animação sem par tomou conta dos salões da cidade.

Após 17 anos de trabalho, em 31 de dezembro de 1896 inaugurava-se o magnífico Theatro Amazonas e, logo em 7 de janeiro de 1897, realizava-se a primeira apresentação: a ópera La Gioconda, de Amilcare Ponchielli, pela Companhia Lírica Italiana.

O luxo do teatro correspondia à ideia inicial de se construir não apenas uma casa de espetáculos, mas um monumento dedicado à música e às artes cênicas. Pinturas de artistas famosos, como Domenico de Angelis, máscaras em homenagem a grandes dramaturgos e compositores, telas vindas de Paris para ornamentar o interior do teto abobadado da sala de espetáculos, mármores e cristais em profusão e um imenso lustre dourado guarnecido de centenas de cristais lapidados. O custo da obra foi calculado em 3,3 milhões de dólares. Na época, uma extraordinária fortuna.

Na década de 1910, com a perda do interesse pelo produto brasileiro e o fim do Ciclo da Borracha, Manaus sofreu um forte abalo econômico e o teatro foi praticamente abandonado. Recuperado em 1926, conheceu períodos de glória e de declínio sem nunca, entretanto, perder a majestade.

Hoje, a casa está em plena atividade, só que para apresentações não apenas de orquestras sinfônicas e companhias de ópera e balé, mas também de bandas de rock e jazz e de artistas populares.

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